Prêmio Internacional de Artes e Ecologia “José Claudio e Maria”

Neste projeto de pesquisa buscamos compreender como emergem atmosferas de violências em torno da extração de recursos naturais e desenvolvimento e expansão da fronteira agrícola, e como defensores ambientais reagem e constroem novos mundos e alternatyivas desde suas experiências.
No ano em que completam 10 anos do assassinato dos defensores ambientais José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo na Amazônia, decidimos, em conjunto como Instituto José Cláudio e Maria, construir uma nova metodologia de pesquisa, em conjunto com artistas que vivem e resistem nos territórios, para aprender e visibilizar estas experiências de luta. Assim surgiu o Prêmio Internacional de Artes e Ecologia “José Cláudio e Maria” é destinado a apoiar e escutar 05 (cinco) artistas populares do estado do Pará, indicados por Comissão Científica e Curatorial, com o tema que seguiu o lema da Romaria dos Mártires da Floresta: Coragem e ousadia: semeando esperança em defesa da vida.
O prêmio integra o projeto de pesquisa “Desenvolvimento Sustentável e Atmosferas de Violências: experiências de defensores ambientais”, coordenado por Mary Menton, da Universidade de Sussex, e Felipe Milanez, na Universidade Federal da Bahia, em uma rede internacional de pesquisas, executado no Brasil pela Fapex. Mais informacões aqui. As/os artistas premiadas/os nessa primeira edição foram:
– Camylla Alves é dançarina e coreógrafa, Companhia de Dança AfroMundi Pés no Chão
– Nice Machado, cantora, quilombola e quebradeira de coco
– Laisa Santos Sampaio; extrativista
– Coletivo Madalenas Tuíra, representado por Adila Vital
– grupo de fotografia do Pedral do Lourenção, representado por Joana Cunha
A comissão também decidiu oferecer uma Premiação especial em homenagem a Manelão, artista popular e cantor, pelo reconhecimento de seu trabalho histórico junto dos movimentos sociais no sul do Pará.