A Baleia e a Dançarina

A Baleia e a Dançarina

Uma jovem dançarina grava sua espera sem fim, para um alívio da seca de um mundo sem horizonte. Só, letárgica, com medo de dormir, sua imaginação ocia. Uma miragem a inspira arriscar esperança. Ela desmaia e sonha que está engolida por uma baleia, e vive a história oculta de seu rio mundial. Assustada, ela acorda, e guiada por ecos ancestrais, faz uma escolha simples para libertar o futuro.

Camylla Alves

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Camylla Alves é dançarina e coreógrafa que nasceu na comunidade afro-indígena de Cabelo Seco. Entrou na primeira oficina do projeto Rios de Encontro em março de 2009, virando co-fundadora da banda cultural “Latinhas de Quintal”. Atou como artista, gestora e produtora cultural, especializando em canto e dança, entre 2009-2012. Em 2012, foi contemplada com o prêmio “Jovem Agente de Cultura” (MinC), co-gestionando e participando nos Cursos e Residências de Tranças e Raízes: Danças e Estética Afro (com Dauana Parente de Belém), agosto e dezembro de 2012; Dança Afro Contemporânea, Segun Adefila, (Nigéria), novembro 2012; Dança Contemporânea (com Dora Andrade). abril 2013; Dança Educação (Ralph Buck, Nova Zelândia), outubro 2013; Dança Contemporânea (com Cristina Ruiz, Peru), março 2014; e de Teatro Físico-Experimental (com Dan Baron, Galês) julho-agosto 2014. Participou nos Cursos de Dança Contemporânea – Mostra Internacional de Dança Múltipla Dança, Florianópolis, maio-junho 2013; de Ballet Avançado – Festival Internacional de Joinville, julho 2013; de Dança Contemporânea – Mostra Contemporâneo em Dança, UFPA, agosto 2014; de Dança Afro-Contemporânea – Abayomi, Florianópolis, setembro 2014; e de Dança Ballet Clássico – Cia de Dança Yaguara, Marabá, janeiro 2015. A partir desta formação, Camylla coreografou danças afro-contemporâneas em 2012. Em 2013 coreografou com Dan Baron os espetáculos 'Raízes e Antenas' (2013), 'Lágrimas Secas' (2014) e 'Nascente em Chamas' (2015), apresentando cada nas edições do Festival Beleza Amazônica em Cabelo Seco, Marabá (2012-19), em Belém, Brasília e Florianópolis (2014). Levou o solo 'Raízes e Antenas II' ao encontro 'Viva Chico Mendes' em Washington (2014) e ao 'Performing the World' em New York (2014, 2015). Em 2015, AfroMundi apresentou 'Lágrimas Secas' em New York e sustentou a dança narrativa de 23 apresentações e 46 oficinas do espetáculo 'Deixa o Nosso Rio Passar!" nos EUA. Em 2015, ganhou o prêmio Funarte-Novos Talentos, para pesquisar a dimensão indígena oculta na sua identidade. Em 2015-16, apresentou' Nascente em Chamas' em Belém, Hong Kong, Auckland, Marabá. Em 2018-19, coordenadou junto com Dan Baron a parte da dança e dança educação do espetáculo 'Rio Voador' de AfroRaiz, apresentado em Marabá e na turnê europeia de 2019. Em 2020-21, junto com Dan Baron, criou e apresentou o sexto espetáculo (terceiro solo) da Cia AfroMundi, 'A Baleia e a Dançarina', premiado pelo Instituto Zé Cláudio e Maria (IZM). Camylla tem diversa experiencia como colaboradora e como ministrante de cursos de oficinas de dança para crianças, jovens, estudantes e adultos. Atuou como dançarina nas companhias 'Ato em Dança' (2010-12), Sabor Marajoara (quadrilhas juninas, 2008-14), e Cia Amazon (2011-12). Com AfroMundi, vem atuando como co-pesquisadora em Dança Contemporânea (2009-19), Afro-Contemporânea (2012 a 2019, Amazônico-Contemporânea, 2014-19; oficineira na Nuestra Gente (Medellin, Colombia, 2012); e como diretora da Escola AfroMundi (2002-19).